A Paraíba tem tecnologia, sim, senhor! E que ninguém se engane: os resultados que levam o Estado hoje a se destacar não só no Brasil, mas em todo o mundo são fruto de investimentos feitos ainda no final da década de 60 e início dos anos 70, quando a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiu investir em informática em Campina Grande.
O pólo de informática, que atualmente pertence à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), nasceu com o crescimento da tecnologia desenvolvida ainda no chamado Campus II. Já em 1984, houve a criação do parque tecnológico.
Segundo informações da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), a base da atuação de Campina Grande no setor econômico está firmemente fundada na sua participação no sistema nacional de inovação tecnológica para a indústria de software (Programa Nacional de Software para Exportação - Softex) e na integração de seus parceiros locais.
Entre esses parceiros, destacam-se a UFCG, a Fundação Parque Tecnológico, a Prefeitura Municipal, o Sebrae e o Núcleo Local do Programa Softex (CGSoft ). A materialização dos resultados é obtida particularmente pela interação do CCT/DSC (Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade Federal de Campina Grande) com o setor produtivo, principalmente através dos Departamentos de Sistemas e Computação (DSC) e Engenharia Elétrica (DEE), da UFCG.
O pólo de informática conta, no momento, com cerca de 50 empresas de informática produtoras de software e hardware (sendo cerca de 90% na área de software), que geram em torno de 500 empregos de nível superior (muitos deles de nível de pós-graduação), faturando R$ 25 milhões/ano, conforme dados de 1999.
Reconhecido nacional e internacionalmente como produtor de excelentes produtos, sendo muitos premiados no Brasil e Exterior, o pólo de informática inclui empresas como a Light Infocon Tecnologia S/A, Apel Aplicações Eletrônicas Ltda., S.Toledo e Zenitê Tecnologia Ltda., que se destacam no cenário de tecnologia, exportando produtos "made in Paraíba" para todo o Brasil, Argentina, China, Espanha e Estados Unidos, demonstrando a qualidade dos nossos produtos de software e hardware.
O CGSoft, por exemplo, instalou e é responsável pelas operações do Programa Softex na China (em Beijing). A partir de Campina Grande, o mercado asiático é atendido e gerenciado através de parcerias na China onde diversas empresas paraibanas fazem negócios, desenvolvem novas tecnologias e o mais importante: trazem divisas para nosso País.
Ao longo dos últimos 15 anos, desde a criação da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba - PaqTc (1984) e com a instalação, no PaqTc, do Núcleo Softtex de Campina Grande - CGSOFT (1992), o Estado vem se destacando na produção e comercialização de software na região. Esta atuação indica uma tendência do potencial tecnológico do Estado, principalmente na cidade de Campina Grande, o qual justifica um direcionamento inicial dos esforços de criação de um instrumento estratégico de desenvolvimento baseado no processo de inovação/parceria universidade-empresa.
Em março deste ano, dez empresas paraibanas especializadas em Tecnologia da Informação (TI) se uniram para incrementar o volume de exportações de softwares e soluções para outros países. Batizada de Consórcio de Exportação de Software PBTech, a iniciativa, que também tem como objetivo fomentar o mercado de TI da Paraíba, conta com financiamento da Agência de Promoção de Exportações (Apex) e Sebrae-PB.
As dez empresas paraibanas que, juntas, estão buscando o mercado externo são a Light Infocon, Apel, Zênite, Insiel, Decisão, CG Sistemas, Tradesoft, Net in Page, S.Toledo e EraDigital. Duas delas (Light Infocon e TradeSoft) já exportam seus produtos e as demais possuem experiência na venda de software em vários Estados do País. |